ALUMÍNIO COMPOSTO

Essas novas solicitações passaram a ser atendidas por pequenos instaladores, muitas vezes fabricantes de esquadrias que começaram a se equipar para suprir esse nicho do mercado. Para o profissional que já trabalha ou pretende trabalhar com a instalação desse produto, é importante conhecer algumas de suas principais características.

Segundo Fernanda Castanheira, diretora da Alubond, empresa especializada no beneficiamento e na aplicação dos painéis de alumínio composto, dependendo da utilização existem diferentes tipos de instalação do produto: junta seca, sistema ventilado e convencional, que utiliza cantoneiras de fixação. Veja a seguir como é executado cada um desses métodos.

Junta Seca

Nesse método, a junta de dez milímetros - usada em outros sistemas para absorver a dilatação natural do alumínio - é eliminada, sendo os painéis usinados e as abas refiladas. A fixação das chapas é feita com fita VHB sobre um perfil de alumínio tubular ou barra chata, possibilitando menor distanciamento entre elas e o material a ser revestido. Esse tipo de instalação deverá sempre ocorrer em áreas internas, devido à dilatação natural do alumínio, que, por não adotar juntas de dilatação e vedação, não poderá ficar em contato com o calor, os raios solares ou a água da chuva.

Sistema Ventilado

Muito utilizado em projetos de retrofit, o sistema ventilado apresenta custo menor e maior velocidade na execução. As chapas são encaixadas pelo método macho-fêmea nos pinos instalados na subestrutura de alumínio. Bastante empregado na Europa, o sistema, indicado para fachadas, dispensa o uso de travessas e selantes, mas exige a impermeabilização da alvenaria, porque, além do ar, entre o revestimento e a parede pode circular água. Nesse caso, a fachada deve ser impermeabilizada adequadamente.

No sistema ventilado, o vão - de no mínimo 90 milímetros - entre a parede e o painel de alumínio composto forma um colchão de ar que proporciona conforto térmico, resultando em menor consumo de ar-condicionado. Devido ao contato direto com o meio ambiente, os perfis da subestrutura precisam ser anodizados e os pinos e parafusos devem ser de aço inoxidável.

Sistema Convencional

O sistema convencional é o mais utilizado. Para a fixação dos painéis são usadas cantoneiras, presas por rebites na estrutura de alumínio. Elas devem estar eqüidistantes entre 400 e 600 milímetros, para poder vencer as irregularidades da fachada e garantir seu prumo e alinhamento. É importante adotar uma junta de dez a 12 milímetros para absorver a dilatação do painel, caso ele sofra alteração provocada pela temperatura. Do contrário, se começar a expandir, ele estufará, formando barrigas nas fachadas.

Na opinião da diretora da Alubond, apesar de ser o mais conhecido e utilizado, o sistema convencional ainda é aplicado erroneamente. Em muitos casos, o instalador coloca os painéis sobre uma estrutura de aço ou ferro sem o devido isolamento entre os metais. O correto é adotar uma subestrutura de alumínio, composta por perfis com espessura de 1,5 milímetro, ou ter o isolamento entre materiais diferentes.